Uma nova escala de referência padronizada para a testosterona total em homens foi feita com base de medidas em mais de 9.000 homens de quatro diferentes estudos randomizados.

Para os homens saudáveis e não obesos com idades entre 19 e 39 anos, a nova faixa é de 264-916 ng/dL, correspondendo ao intervalo do percentil 2,5 ao 97,5 dos níveis medidos nesses indivíduos segundo o pesquisador Shalender Bhasin da Harvard Medical School em Boston e seus colegas que publicaram os dados no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

Os intervalos de referência publicados anteriormente variavam consideravelmente! A Mayo Clinic, por exemplo, lista uma faixa normal de 300-970 ng/dL para homens adultos, enquanto que a Quest Diagnostics utiliza 250-1,100 ng/dL.

Até agora, os intervalos ditos “normais” foram baseados em medições feitas a partir de uma única coorte de estudo, mas o novo intervalo foi obtido pela combinação e análise de medidas de quatro coortes do sexo masculino nos Estados Unidos e Europa: o Framingham Heart Study, o European Male Aging Estudo, o Osteoporotic Fractures in Men Study e o Male Sibling Study of Osteoporosis.

Na minha avaliação esses novos valores de referência são interessantes pois utilizam diferentes populações de diferentes países, além disso, fundamental correlacionar com essa análise laboratorial os sintomas do paciente (depressão, baixa libido, disfunção erétil, diminuição da densidade óssea, etc).

Um debate interessante é: como incluir os homens que são obesos nesse novo intervalo dessa referência?

Vale lembrar que o homem com sintomas e deficiência de testosterona deve fazer tratamento com endocrinologista.

 

 

Dr. Guilherme Renke – Médico pela Universidade Estácio de Sá, com pós-graduação em Cardiologia pelo Instituto Nacional de Cardiologia INCL RJ e Endocrinologia pela IPEMED. Membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, Membro do American College of Sports Medicine, Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Membro do Departamento de Ergometria e Reabilitação da SBC.